Calendário semanal de atividades de greve

Em destaque

Ilustração de calendário. Foto: Reprodução

Ilustração de calendário. Foto: Reprodução

Terça-feira, 30/6

9h – Debate sobre os hospitais universitários da UFRJ, com a participação do diretor do HUCFF, Eduardo Côrtes.

10h30 – Assembleia geral. Pauta: avaliação da greve e encaminhamentos.

Local: Auditório do CT.

Quarta-feira, 1/7

10h n- Reunião do CLG/Sintufrj no Instituto de Neurologia, na Praia Vermelha, aberta a todos os trabalhadores daquele campus.

10h – Ato na UFRJ-Macaé com a UFF.

Quinta-feira, 2/7

7h30  – “Pedalada Sindical contra o ajuste fiscal”. Concentração na sede do Sintufrj. Saída às 7h45, passando pela Reitoria.

8h30 – encerramento do projeto ”Saúde na medida certa”, no Espaço Cultural.

11h – Oficina de Carreira, no hall da Reitoria,

Sexta-feira, 3/7 

15h – Panfletagem na Praça XV. Objetivo: informar à população e aos participantes do Festival do Fórum Interuniversitário de Cultura (Fest-Fic) as razões da greve da categoria.

 Sábado, 11/7

10h – Ato no Museu Nacional, com panfletagem à população.

Dias 5, 6 e 7 de julho, caravana para ato nacional em Brasília.

Calendário Fixo: 

– Às segundas-feiras, às 9h, reunião do CLG, e à tarde, das comissões do CLG.   Sempre no Espaço Cultural e na sede do Sintufrj.

– Às terças-feiras, às 10h, assembleias no auditório do CT.

– Às quintas-feiras, assembleias itinerantes com realização de atos.


Integram o Comando Nacional de Greve (CNG) os seguintes companheiros: Gercino, Antonio Theodoro da Silva Filho, José de Oliveira, Ruy Reis Santana Vaz, Gilvan Joaquim da Silva, Marcílio Alves e João Paulo Gibson Nunes.

Pedalada sindical para UFRJ em protesto à favor da educação

Trabalhadores participam de pedalada. Foto: Renan Silva

Trabalhadores participam de pedalada. Foto: Renan Silva

Mais uma ação de mobilização para dar visibilidade à greve foi realizada com sucesso pelo CLG/Sintufrj na quinta-feira, dia 2 de julho. Às 8h10, a Cidade Universitária foi tomada por uma centena de ciclistas na “Pedalada Sindical contra o ajuste fiscal.”

O trânsito parou no campus do Fundão durante a manifestação, que durou mais de uma hora. Os ciclistas saíram da sede do Sindicato de Trabalhadores em Educação da UFRJ (Sintufrj)  e percorreram na ida a Avenidas Horácio Macedo, passando pela Ponte do Saber e Reitoria, e retornaram pela Avenida Carlos Chagas Filho, seguindo até o Alojamento Universitário e retornando ao Sindicato.

Vestidos com camisetas brancas com dizeres sobre o ato e carregando bandeiras do Sindicato, por onde passavam os ciclistas chamavam a atenção e eram saudados.

“Chamamos muita atenção e marcamos posição com uma atividade física associada à greve e contra o ajuste fiscal, pois o trabalhador não deve pagar a conta”, avaliou o coordenador-geral do Sintufrj, Francisco de Assis.

O ato contou com apoio da equipe de professores do Espaço Saúde do Sintufrj e da Divisão de Segurança da UFRJ (Diseg), que acompanhou os ciclistas em todo o percurso, garantindo a realização da atividade e a segurança do pessoal. Um aluno do Espaço Saúde Sintufrj, Vinícius Negreiros, com sua moto foi o  “batedor”, ajudando a parar o trânsito para a passagem dos manifestantes nas magrelas.

O Comando Local de Greve (CLG/Sintufrj) comemorou o sucesso da atividade. No final, os participantes se reuniram para saborear frutas e sucos para reposição da energia gasta nas pedaladas.

Veja o vídeo da matéria do RJTV, da Rede Globo, sobre a pedalada no Fundão

‘Ebserh não é solução para os problemas dos hospitais’, diz Eduardo Côrtes

Dr. Eduardo Côrtes, diretor do HUCFF. Foto: Renan Silva

Dr. Eduardo Côrtes, diretor do HUCFF. Foto: Renan Silva

O diretor do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (HUCFF), Eduardo Côrtes participou do debate sobre os HUs que antecedeu à assembleia do dia 30. Ele expôs os graves problemas da unidade e as iniciativas adotadas para contornar a situação, como mobilizar a comunidade e a sociedade para que o hospital retome a sua condição de referência nacional.

Para o diretor, o grande objetivo de sua gestão está voltada para reerguer a unidade se concentra em uma reforma administrativa grande e em iniciativas políticas que vão além da UFRJ e chegam na sociedade. Durante o encontro com os servidores da UFRJ, Côrtes enfatizou que a entrada da Ebserh não irá salvar os hospitais federais. “A Ebserh não é solução para os problemas dos hospitais das universidades federais, que começaram quando o governo parou de orçamentá-los”, disse o diretor.

A matéria completa do debate sobre os hospitais universitários estará disponível na versão 1224 do Jornal do Sintufrj. 

Reitoria da UFRJ amanhece fechada

Reitoria da UFRJ. Foto: Renan Silva

Reitoria da UFRJ. Foto: Sintufrj

A greve dos técnicos-administrativos em educação completou um mês no dia 28 (dia 29, na UFRJ). O movimento da categoria ganhou ainda mais força com a greve dos estudantes e dos professores. Tanto que o governo abriu negociação com o as entidades do funcionalismo federal, embora a contraproposta econômica seja inaceitável: reajuste de 21,3% parcelados em quatro anos.

Por conta dessa atitude do governo, a assembleia realizada no dia 30 de junho decidiu que é preciso radicalizar o movimento para mostrar que os trabalhadores não estão de brincadeira.

Seguindo orientação do Comando Nacional de Greve (CNG/Fasubra), na madrugada do dia 1º de julho a categoria fechou as entradas do prédio da Reitoria, no Fundão, e ninguém teve acesso ao prédio.

Por volta das 8h, teve início o ato público em frente a portaria principal da Reitoria. Os técnicos-administrativos entregaram panfletos explicando as razões da greve e convocando os que ainda não aderiram totalmente a greve para a luta.

Atos com a mesma finalidade se repetiram em outras universidades federais, como UNB, UFF e Unirio.

Greve na UFRJ completa 1 mês

Servidores da UFRJ durante ato de greve. Foto: Renan Silva

Servidores da UFRJ durante ato de greve. Foto: Renan Silva

A greve na Universidade Federal do Rio de Janeiro acaba de completar um mês nesta quinta-feira, 29. Os técnicos-administrativos, os alunos e os docentes da instituição estão parados com o objetivo de forçar um diálogo entre o Governo Federal e as categorias, com finalidade de rever os repasses financeiros realizados pelo Ministério da Educação, que devem se esgotar por completo em setembro de 2015, segundo Roberto Leher, reitor eleito da UFRJ.

Após aprovação em assembleia-geral com a categoria, a UFRJ se uniu a outras muitas universidades de todo o país que pedem diálogo entre o governo e à causa, com finalidade de atribuir um melhor desempenho das atividades das classes.

Pauta específica dos Técnico-Administrativos em Educação das Instituições Federais de Ensino

Reposição de Perdas e Aprimoramento da Carreira:

  • Índice de 27,3% no piso da tabela considerando as perdas de janeiro de 2011 a julho de 2016;
  • Pelo aprimoramento da Carreira com correção das distorções, levando em consideração a racionalização dos cargos, piso de três salários mínimos e step de 5%; reposicionamento dos aposentados e pensionistas, e concurso público via RJU para todos os níveis de classificação;
  • Pela não retirada de ganhos administrativos e judiciais da Categoria – pagamento imediato;
  • Reabertura de prazos para que os Técnico-Administrativos em Educação que ainda estejam no PUCRCE possam migrar para o PCCTAE;
  • Pela instituição da Ascensão Funcional;
  • Reconhecimento dos certificados de capacitação dos aposentados quando os mesmos se encontravam na ativa;
  • Aproveitamento de disciplinas de curso de graduação e pós-graduação para todas as classes do PCCTAE para fins de progressão por capacitação;
  • Reconhecimento de títulos de mestrado e doutorado obtidos fora do país.
  • Posicionamento hierárquico em padrão de vencimento equivalente na tabela quando do reingresso de servidor em outro cargo do PCCTAE.
  • Efetivação do Plano Nacional de Capacitação lançado em 2013;
  • Extensão, para os Técnico-Administrativos em Educação, do art. 30 da lei 12772/12, que trata de afastamento para realização de estudos de pós-graduação;

Pauta Geral dos Servidores Públicos Federais

  • Pela Revogação das Leis que criaram a EBSERH e a FUNPRESP;
  • Por uma politica salarial permanente com correção das distorções e reposição das perdas inflacionárias;
  • Índice linear de 27,3%;
  • Estabelecimento de Data-base em 1º de maio;
  • Pelo direito de negociação coletiva (convenção 151 OIT) e liberação de dirigentes para o exercício de mandato classista;
  • Pela paridade salarial entre ativos, aposentados e pensionistas;
  • Pela retirada dos projetos do Congresso Nacional que atacam os direitos dos trabalhadores;
  • Por isonomia salarial e de todos os benefícios entre os poderes;
  • Pela anulação da reforma da previdência de 2003, realizada por meio de compra de votos de parlamentares;
  • Pela extinção do fator previdenciário;
  • Pela incorporação de todas as gratificações produtivistas;
  • Pelo fim da terceirização que retira direito dos trabalhadores;
  • Pela imediata realização de concurso público pelo RJU.
    Fonte: Fasubra


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Passeata no Fundão provoca reflexos no trânsito das Linhas Vermelha e Amarela

Servidores da UFRJ durante ato. Foto: Renan Silva

Servidores da UFRJ durante ato. Foto: Renan Silva

Técnico-administrativos em educação e estudantes em greve da UFRJ realizaram passeata na manhã de terça-feira, 23, pelas ruas da Cidade Universitária. Os manifestantes saíram caminharam do Centro de Ciências Matemáticas e da Natureza (CCMN) até  o Centro de Pesquisas da Petrobras (Cenpes). A movimentação dos trabalhadores e alunos da graduação e pós-graduação provou engarrafamento nas Linhas Vermelha e Amarela, que tem saídas para o campus do Fundão.

O objetivo da passeata foi reafirmar para o governo que os funcionários da UFRJ não irão realizar a matrícula presencial dos estudantes selecionados pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu). Mais cedo, salas das Secretarias Acadêmicas e da Divisão de Registro Estudantil (DRE) ,onde são recebidos os documentos para o Sisu, foram lacradas pelo Comando Local de Greve/Sintufrj .

Assembleia

A passeata foi realizada após assembléia dos técnicos-administrativos em educação no auditório do Centro de Tecnologia, que aprovou a continuidade da greve e o calendário de atividades do CLG/Sintufrj. Os presentes na assembleia também protestaram contra a precarização da universidade, os cortes de verbas para a Educação e reivindicaram salários justo.  A greve nacional da categoria alcançou todas as universidades filiadas à Fasubra, isto é, 65 instituições.

Durante a passeata os participantes  repetiram palavras de ordem e denunciaram as obras inacabadas no campus devido ao corte de verbas pelo governo federal. São vários os esqueletos que compõem a paisagem no Fundão.

Inspirados nas palavras de ordem dos estudantes os trabalhadores improvisaram: “Funcionário de luta qual é sua missão?/ Aumentar salário e defender a educação/ Servidor de luta o que é que você faz?/ Greve geral em toda federal!”.  E em referência ao Sisu mandaram seu recado para a presidenta Dilma Rousseff: “Oh! Dilma. Não vai ter Sisu.”

Os funcionários comemoraram também a entrada dos professores na greve das universidades federais e com isso os três segmentos da UFRJ encontram-se desde 23 de junho com suas atividades paralisadas.


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Docentes se unem aos técnicos-administrativos e aprovam greve

Docentes da UFRJ aprovam greve. Foto: Samuel Tosta/Divulgação

Docentes da UFRJ aprovam greve. Foto: Samuel Tosta/Divulgação

É oficial. Os professores da Universidade Federal do Rio de Janeiro aprovaram o início da greve em assembleia geral nesta sexta-feira, 19. A paralisação terá início na próxima terça-feira, 23.

Durante a assembleia convocada pela Adufrj SSind, que contou com a presença de professores filiados ou não ao sindicato, foi aprovado o início da greve com 193 a favor e 167 votos contrários à paralisação. Agora os professores da UFRJ vão se unir aos servidores técnico-admnistrativos da instituição, em greve desde o dia 29 de maio. Os estudantes da entidade também aderiram à greve.


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98,5 % das universidades filiadas à Fasubra estão em greve

Greve

A greve nacional da Fasubra completa 21 dias nesta quinta-feira, 27. Das 65 universidades filiadas, 64 estão com os técnico-administrativos em educação com suas atividades paralisadas. Isto representa 98,5% de adesão e demonstra o vigor do movimento.

Quer entender mais sobre a greve? Veja o vídeo produzido pelo LabAtivo Ativismo e Comunicação UFRJ: 

Manifestação agita Fundão e fecha Ponte do Saber

Servidores e estudantes fecham a Ponte do Saber. Foto: Renan Silva

Servidores e estudantes fecham a Ponte do Saber. Foto: Renan Silva


“Se o governo não nos receber, o Sisu não vai acontecer”, com este mote, dezenas de técnicos-administrativos e estudantes realizaram, na manhã desta quinta-feira, 18, uma grande mobilização na Cidade Universitária, no primeiro ato unificado dos dois segmentos para mostrar que a greve é um fato.

A categoria decidiu que não fará inscrições no Sisu (Sistema de Seleção Unificada do MEC) até que o governo negocie. Para marcar a decisão, organizaram concentração em frente ao Centro de Ciências Matemáticas de da Natureza (CCMN), onde se situam dois setores ligados à inscrição: a Divisão de Registro de Estudantes (DRE) e a Comissão de Acesso.

Empunhando bandeiras e cartazes, apitos, buzinas e bumbos, os manifestantes seguiram pelos corredores do centro até o DRE onde, com palavras de ordem, reiteraram a decisão de suspensão da inscrição.

Em seguida, o bloco se dirigiu para o Centro de Tecnologia. O barulho dos bumbos, apitos e buzinas ecoou com alarde nos corredores: “A nossa luta unificou: é estudante junto com trabalhador”, diziam em coro.

Ponte fechada

Depois de percorrer com alarde as unidades do CT, convocando à luta o pessoal da greve de plantão, o grupo seguiu para a Ponte do Saber, fechando o acesso com retenção do trânsito por vários minutos.

Ao microfone, representantes dos estudantes e do Comando Local de Greve falavam à população: “Este é o primeiro grande ato unificado para colocar a greve na rua”, alertou Luis Pustiglione. “O governo não quer negociar. Enquanto não houve resposta, o Sisu não vai rolar”, insistiu Esteban. “Estamos parados e vamos continuar se o governo não negociar”, disse Marli Rodrigues.

Ato dia 19 – Com a chegada de viaturas do 17º Batalhão de Polícia Militar, o grupo reabriu o acesso e seguiu até a Praça Samira Nahid Mesquita, em frente à Reitoria, onde encerrou a atividades prometendo presença no ato unificado da Educação no dia seguinte, sexta-feira, dia 19, às 17h, com concentração na Candelária para passeata até a Cinelândia.

Reitor eleito é primeiro convidado de debates com a categoria

Roberto Leher. Foto: Divulgação

O reitor eleito Roberto Leher foi o convidado do primeiro debate que antecederá as assembleias semanais de greve,  às terças-feiras no auditório do CT. Durante o encontro, Leher discorreu sobre os cortes orçamentários da UFRJ, que põem em xeque o funcionamento da instituição, além dos danos causados pela terceirização e demandas da pauta interna apresentada pelos técnicos-administrativos.

Segundo o professor, a apresentação de fóruns de debate é de extrema importância para a universidade. “Faço

uma saudação muito especial porque vocês pontuaram esta questão e trouxeram para debate. Toda greve é momento de formação política”, ponderou o Leher.

Os próximos debates que antecedem as assembleias de terça-feira, sempre a partir das 9h30, no CT, já têm temas: o do dia 23 será sobre Segurança, e o do dia 30, sobre Carreira.

A cobertura completa do primeiro debate da categoria estará na edição 1222 do Jornal do Sintufrj.