A real face do Hospital do Fundão

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Ah se todos os dias fossem como aqueles onde o Hospital Clementino Fraga Filho (Hospital do Fundão) respirava livremente. Após o furor de sua construção, os 13 andares – mais o subsolo – revelavam a aspiração de um grande polo de fomento à pesquisa e realização de diversas cirurgias e consultas. Para muitos dos funcionários da instituição o que resta é o sentimento de nostalgia e tristeza. A passos largos a unidade caminha cada vez mais ao fechamento que se intensificam com o não repasse de verbas do Sistema Único de Saúde (SUS), seu principal mantenedor.

São cerca de mil atendimentos diários em especialidades, muitas vezes, que apenas o hospital trata em todo o estado. Na prática, são cidadãos que poderão ter seus tratamentos interrompidos sem a segurança e certeza de que os mesmos serão continuados em outra unidade.

A edição 1144 do Jornal do Sintufrj traz um grande relato sobre a questão de um dos maiores hospitais de todo o estado, mostrando face a face todos os detalhes das mazelas as quais a querida unidade de saúde passa no momento. Clique aqui e leia a matéria completa.

Sintufrj realiza debate sobre a Funpresp

Evento será realizado nesta quarta-feira, 28.

Funpresp. Foto: Divulgação

A Fundação de Previdência Complementar do Servidor Público Federal (Funpresp) já é uma realidade para boa parte dos trabalhadores do Legislativo e do Poder Executivo. Na UFRJ, assim como em outros órgãos e instituições, os ingressos após o dia 2 de fevereiro de 2013, quando foi aprovado o plano de benefícios da Funpresp, não têm direito à aposentadoria integral se não aderir ao plano de seguridade.

Será isso mesmo? Afinal, o que é a Funpresp? Para esclarecer as dúvidas a respeito e a categoria possa fazer sua opção consciente (a adesão ao Funpresp é voluntária), o Sintufrj realizará na quarta-feira, dia 28, às 14h, no auditório Samira Mesquita (antigo Salão Azul da Reitoria), debate sobre o tema com quem sabe do assunto.

Os palestrantes convidados são: o coordenador da Fasubra, Lucivaldo Alves, e os técnicos-administrativos da Subcoordenação de Remuneração e Benefícios da Pró-Reitoria de Pessoal, Ronaldo Carvalho Fasano e Leonardo Murelle.

UFRJ encerra greve e técnicos voltam ao trabalho dia 13

Técnicos-administrativos aprovam fim da greve. Foto: Renan Silva

Técnicos-administrativos aprovam fim da greve. Foto: Renan Silva

Os técnicos-administrativos em educação da UFRJ, reunidos em assembleia-geral na quinta-feira, dia 8, no auditório Samira Mesquita, na Reitoria, deliberaram pelo retorno ao trabalho na terça-feira, dia 13.

O fim da greve da categoria estava condicionado à assinatura do termo do acordo com o governo, o que ocorreu no fim da tarde de terça-feira, dia 6, em reunião do Comando Nacional de Greve (CNG)/Fasubra com os ministérios do Planejamento e da Educação.

Embora o CNG/Fasubra tivesse indicado o dia 8 para a saída unificada do movimento, a categoria na UFRJ decidiu prorrogar o retorno ao trabalho para se empenhar pela assinatura do acordo da pauta interna pela Reitoria. A greve que completará na terça-feira, dia 13, 136 dias foi avaliada nacionalmente como tendo sido e coesa, pois contou com um dos maiores índices de adesão da categoria em todo país.

Pauta interna

Constam da pauta interna reivindicações tais como: adoção dos turnos contínuos, combate ao assédio moral, valorização dos trabalhadores técnicos-administrativos em educação, localização do Centro de Convivência e saúde do trabalhador.

No dia 21 de setembro, o Comando Local de Greve/Sintufrj discutiu a pauta interna com o reitor Roberto Leher, os pró-reitores e outros integrantes da Administração Central da UFRJ.  A reitoria indicou a constituição de comissões paritárias para encaminhar o debate sobre as reivindicações.

Antes do início da assembleia na quinta-feira, a coordenação do Sintufrj obteve do reitor a posição de que não haveria dificuldade na assinatura do acordo. Por conta disso a categoria optou em somente retornar ao trabalho após a conquista de mais este acordo.

‘Conhecendo as Mazelas da UFRJ’

"Conhecendo as Mazelas da UFRJ". Foto: Renan Silva

“Conhecendo as Mazelas da UFRJ”. Foto: Renan Silva

A UFRJ sofre maus bocados após o corte de verbas realizado pelo governo, mas em escolas de todo o país, muitos alunos almejam a instituição como local para graduação. Para conhecerem um pouco mais sobre a universidade, estudantes de todo o estado foram convidados a se inteirarem um pouco sobre o cotidiano da UFRJ. Este ano, os estudantes também foram recepcionados pelo Comando Local de Greve (CLG/Sintufrj).

Uma carreata, seguida de panfletagem, organizada pelo Comando Local de Greve (CLG)/Sintufrj, nesta quarta-feira, 12, às 7h40 da manhã, recepcionou os estudantes do ensino médio que participavam do “Conhecendo a UFRJ” – evento que não deveria estar acontecendo porque os técnicos-administrativos, professores e estudantes da universidade estão em greve. Na assembleia do dia 28 de julho, a categoria aprovou que a atividade institucional não seria considerada como atividade de greve, conforme era o desejo dos trabalhadores da Pró-Reitoria de Extensão.

Os técnicos-administrativos em educação em greve entregaram aos visitantes dois mil panfletos expondo os problemas que a  universidade enfrenta devido ao corte no orçamento da União para a Educação. Dirigentes do Sintufrj também utilizaram o carro de som da entidade, estacionado em frente a Escola de Educação Física e Desportos, onde se realizava o evento, para complementar as informações aos estudantes e professores das escolas públicas e privadas sobre os motivos da greve.

Calendário semanal de atividades de greve

Ilustração de calendário. Foto: Reprodução

Ilustração de calendário. Foto: Reprodução

Segunda-feira, 20/7

10h – Reunião do Comando Local de Greve (CLG)/Sintufrj, no Espaço Cultural do Sindicato.

17h – Reunião do CLG/Sintufrj sobre a pauta interna de reivindicações com o reitor Roberto Leher.

Em Brasília, às 16h, os SPFs se reúnem com o MPOG.

Terça-feira, 21/7

10h – Assembleia geral no auditório do CT.

Reunião prevista entre a Fasubra, MEC e o MPOG.

Quarta-feira, 22/7

8h – Panfletagem e doação de sangue no HUCFF. Atividade organizada pelo CLG/Sintufrj.

10h – Reunião do CLG/Sintufrj com os trabalhadores do IPPMG, no salão nobre; e, no mesmo horário, reunião do CLG/Sintufrj com os trabalhadores do Instituto de Ginecologia (Rua Moncorvo Filho, 90, Centro da cidade).

Quinta-feira, 23/7

5h – O CLG/Sintufrj vai ocupar o campus da Praia Vermelha.

9h – a terceirização na universidade será tema do debate que antecipará a panfletagem na Rua Venceslau Brás.

13h – no campus da Praia Vermelha: debate sobre terceirização na universidade e, em seguida, ato organizado pelos Comandos Locais de Greve da UFRJ.

Sexta-feira, 24/7

9h, – abertura (com café da manhã) das atividades pelo Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha; das 10h às 13h, debate “A mulher negra no mercado de trabalho”; das 14h às 17h, oficinas; e das 17h às 21h, baile Black. Local: Espaço Cultural do Sintufrj.

Calendário Fixo: 

– Às segundas-feiras, às 9h, reunião do CLG, e à tarde, das comissões do CLG.   Sempre no Espaço Cultural e na sede do Sintufrj.

– Às terças-feiras, às 10h, assembleias no auditório do CT.

– Às quintas-feiras, assembleias itinerantes com realização de atos.


Integram o Comando Nacional de Greve (CNG) os seguintes companheiros: Gercino, Antonio Theodoro da Silva Filho, José de Oliveira, Ruy Reis Santana Vaz, Gilvan Joaquim da Silva, Marcílio Alves e João Paulo Gibson Nunes.

Roberto Leher assume reitoria da UFRJ

Roberto Leher, atual reitor da UFRJ. Foto: Renan Silva

Roberto Leher, atual reitor da UFRJ. Foto: Renan Silva

Roberto Leher e sua vice, Denise Nascimento,  já estão no comando da UFRJ. Eles foram empossados nos cargos para os quais foram eleitos pela comunidade universitária na sexta-feira, dia 3 de junho, numa concorrida cerimônia realizada no auditório do Centro de Tecnologia. Faixas com as reivindicações do movimento estudantil da UFRJ decoravam o ambiente festivo.

O novo reitor, que  foi eleito com uma plataforma que propõe reformas radicais na universidade, fez um discurso de uma hora onde não deixou de fora nenhum ponto de seu programa de campanha,. Ele reafirmou a defesa da autonomia universitária, o resgate do protagonismo da instituição no cenário político-educacional público, a necessidade de uma política de assistência estudantil efetiva, a rejeição à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) e a valorização da força de trabalho técnico-administrativa e terceirizada.

O coordenador-geral do Sintufrj, Francisco de Assis, destacou o momento como histórico. “É um momento de fato histórico. Fazemos uma posse num momento de luta, de união, de unidade na construção e na defesa da universidade. A eleição do professor Leher representa a defesa da universidade e temos certeza de uma gestão compartilhada, mas mantendo o Sintufrj na sua autonomia de representação de classe em que estaremos aliados nos interesses da categoria, resguardados certos momentos em que poderá haver diferenças. Temos certeza de que será uma gestão diferenciada pelo compromisso com os movimentos sociais”.

A matéria completa da Cerimônia de Posse estará disponível na versão 1224 do Jornal do Sintufrj. 

Clique aqui e veja a Galeria de Fotos da Cerimônia

Galeria: posse do reitor Roberto Leher

Roberto Leher ergue boné do MST. Foto: Renan Silva

Roberto Leher ergue boné do MST. Foto: Renan Silva

Leher é professor titular da Faculdade de Educação e do Programa de Pós-Graduação em Educação da UFRJ, na linha Políticas e Instituições Educacionais. Doutor em Educação pela Universidade de São Paulo (1998), desenvolve pesquisa em políticas públicas em educação. Professor colaborador da Escola Nacional Florestan Fernandes, integra comitês editoriais de vários periódicos. Foi presidente da Adufrj-SSind na gestão 1997-1999, presidente do ANDES-SN na gestão 2000-2002 e representa os professores titulares do CFCH no Conselho Universitário da UFRJ (2013-2017).

Sua vice é a professora Denise Nascimento, do Departamento de Clínica Odontológica da UFRJ. Durante a campanha para concorrer à Reitoria da UFRJ, eles defenderam um “governo compartilhado” entre discentes, docentes e técnico-administrativos na universidade, entre diversas propostas.

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Pedalada sindical para UFRJ em protesto à favor da educação

Trabalhadores participam de pedalada. Foto: Renan Silva

Trabalhadores participam de pedalada. Foto: Renan Silva

Mais uma ação de mobilização para dar visibilidade à greve foi realizada com sucesso pelo CLG/Sintufrj na quinta-feira, dia 2 de julho. Às 8h10, a Cidade Universitária foi tomada por uma centena de ciclistas na “Pedalada Sindical contra o ajuste fiscal.”

O trânsito parou no campus do Fundão durante a manifestação, que durou mais de uma hora. Os ciclistas saíram da sede do Sindicato de Trabalhadores em Educação da UFRJ (Sintufrj)  e percorreram na ida a Avenidas Horácio Macedo, passando pela Ponte do Saber e Reitoria, e retornaram pela Avenida Carlos Chagas Filho, seguindo até o Alojamento Universitário e retornando ao Sindicato.

Vestidos com camisetas brancas com dizeres sobre o ato e carregando bandeiras do Sindicato, por onde passavam os ciclistas chamavam a atenção e eram saudados.

“Chamamos muita atenção e marcamos posição com uma atividade física associada à greve e contra o ajuste fiscal, pois o trabalhador não deve pagar a conta”, avaliou o coordenador-geral do Sintufrj, Francisco de Assis.

O ato contou com apoio da equipe de professores do Espaço Saúde do Sintufrj e da Divisão de Segurança da UFRJ (Diseg), que acompanhou os ciclistas em todo o percurso, garantindo a realização da atividade e a segurança do pessoal. Um aluno do Espaço Saúde Sintufrj, Vinícius Negreiros, com sua moto foi o  “batedor”, ajudando a parar o trânsito para a passagem dos manifestantes nas magrelas.

O Comando Local de Greve (CLG/Sintufrj) comemorou o sucesso da atividade. No final, os participantes se reuniram para saborear frutas e sucos para reposição da energia gasta nas pedaladas.

Veja o vídeo da matéria do RJTV, da Rede Globo, sobre a pedalada no Fundão

‘Ebserh não é solução para os problemas dos hospitais’, diz Eduardo Côrtes

Dr. Eduardo Côrtes, diretor do HUCFF. Foto: Renan Silva

Dr. Eduardo Côrtes, diretor do HUCFF. Foto: Renan Silva

O diretor do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (HUCFF), Eduardo Côrtes participou do debate sobre os HUs que antecedeu à assembleia do dia 30. Ele expôs os graves problemas da unidade e as iniciativas adotadas para contornar a situação, como mobilizar a comunidade e a sociedade para que o hospital retome a sua condição de referência nacional.

Para o diretor, o grande objetivo de sua gestão está voltada para reerguer a unidade se concentra em uma reforma administrativa grande e em iniciativas políticas que vão além da UFRJ e chegam na sociedade. Durante o encontro com os servidores da UFRJ, Côrtes enfatizou que a entrada da Ebserh não irá salvar os hospitais federais. “A Ebserh não é solução para os problemas dos hospitais das universidades federais, que começaram quando o governo parou de orçamentá-los”, disse o diretor.

A matéria completa do debate sobre os hospitais universitários estará disponível na versão 1224 do Jornal do Sintufrj.