SPFs fecham Reitoria da UFF e servidora é agredida pela Polícia Federal

Polícia Federal é chamada por Reitor da UFF. Foto: Renan Silva

Polícia Federal é chamada por Reitor da UFF. Foto: Renan Silva

Os servidores públicos federais em educação estão em greve há mais de 115 dias. Na UFRJ, o início da paralisação se deu no dia 29 de maio, um dia após os companheiros da UFF iniciarem sua greve. Por volta das 6 horas da manhã de quarta-feira, dia 16, a Reitoria da Universidade Federal Fluminense (UFF) estava completamente tomada pelos grevistas que espalhavam por toda a entrada da unidade. Porém, apesar de a atividade ter sido de cunho completamente pacífico, os funcionários da unidade foram recebidos com as portas fechadas, em deliberação do reitor Sidney Mello.

Do lado de fora da universidade, na calçada, os funcionários fizeram um grande café da manhã, com direito a frutas e sanduíches de presunto com queijo e café fresco feito exatamente para a atividade. O ato unificado contou com a presença dos funcionários técnicos-administrativos e docentes da UFF, que ainda permanecem de mãos atadas, além de estudantes e representantes do Comando Local de Greve (CLG)/Sintufrj e da Assunirio.

Reitoria aciona Polícia Federal e agente agride servidora

Policial Federal (esquerda) agrediu a servidora Mariana Rezende (direita. Foto: Renan Silva

Policial Federal (esquerda) agrediu a servidora Mariana Rezende (direita. Foto: Renan Silva

Em uma ação completamente deliberada, um procurador da justiça locado na UFF apresentou uma liminar expedida pela justiça que pedia a liberação da calçada e das entradas do prédio da Reitoria. A Polícia Federal foi chamada e logo após sua chegada, um agente, sem identificação, agiu de forma truculenta e foi repudiado pelos trabalhadores que participavam do ato. Uma servidora foi agredida durante a ação. “Ele já veio mexendo nas minhas roupas que estavam na cadeira e saiu chutando tudo, arrebentando tudo e entrou na universidade, passando por cima de mim e por quem estava ali”, afirmou a servidora da UFF Mariana Rezende, funcionária há 11 anos.

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‘Conhecendo as Mazelas da UFRJ’

"Conhecendo as Mazelas da UFRJ". Foto: Renan Silva

“Conhecendo as Mazelas da UFRJ”. Foto: Renan Silva

A UFRJ sofre maus bocados após o corte de verbas realizado pelo governo, mas em escolas de todo o país, muitos alunos almejam a instituição como local para graduação. Para conhecerem um pouco mais sobre a universidade, estudantes de todo o estado foram convidados a se inteirarem um pouco sobre o cotidiano da UFRJ. Este ano, os estudantes também foram recepcionados pelo Comando Local de Greve (CLG/Sintufrj).

Uma carreata, seguida de panfletagem, organizada pelo Comando Local de Greve (CLG)/Sintufrj, nesta quarta-feira, 12, às 7h40 da manhã, recepcionou os estudantes do ensino médio que participavam do “Conhecendo a UFRJ” – evento que não deveria estar acontecendo porque os técnicos-administrativos, professores e estudantes da universidade estão em greve. Na assembleia do dia 28 de julho, a categoria aprovou que a atividade institucional não seria considerada como atividade de greve, conforme era o desejo dos trabalhadores da Pró-Reitoria de Extensão.

Os técnicos-administrativos em educação em greve entregaram aos visitantes dois mil panfletos expondo os problemas que a  universidade enfrenta devido ao corte no orçamento da União para a Educação. Dirigentes do Sintufrj também utilizaram o carro de som da entidade, estacionado em frente a Escola de Educação Física e Desportos, onde se realizava o evento, para complementar as informações aos estudantes e professores das escolas públicas e privadas sobre os motivos da greve.

Galeria: UFRJ na Praça + Ato-show

Trabalhadores e estudantes em greve das universidades federais ocuparam a Praça da Cinelândia a partir das 12h, com diversas atividades (debates, sarau, oficinas, dança, pintura, gastronomia, aulas públicas), que foram encerradas à noite com ato-show.

Veja as fotos: 

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CLG/Sintufrj organiza doação de sangue no HU

Servidores na fila para a doação de sangue. Foto: Renan Silva

Servidores na fila para a doação de sangue. Foto: Renan Silva

“Dilma, valorize quem dá o sangue pela Educação.” Esse foi o mote do ato que se repetiu em universidades de todo país nesta quinta-feira, dia 15 de julho, Dia Nacional de Doação de Sangue convocado pela Fasubra.

Na UFRJ, o grupo de voluntários organizado pelo Comando Local de Greve do Sintufrj começou a se reunir desde as 8h em frente á portaria principal do Hospital Universitário e seguiu junto até o terceiro andar do prédio para a doação no Banco de Sangue do hospital.

Participaram da doação os coordenadores Francisco de Assis e Rafael Coletto e os militantes Eliezer Pereira (Instituto de Microbiologia), Genivaldo Santos (Horto), Carlos Pereira (ETU), Ivanez Pobel Júnior (Prefeitura), Joanna de Angelis (Instituto de Bioquímica Médica), Felipe Teles (Faculdade de Letras), Rafael da Silva Santos (CCMN).

Segundo integrantes do CLG/Sintufrj o incentivo à doação de sangue como atividade de mobilização da categoria deverá se repetir na próxima quarta-feira, dia 22.

Museu Nacional reúne crianças e adultos em atividade de conscientização

Integrante do CLG/Sintufrj distribui bolas de gás à população. Foto: Renan Silva

Integrante do CLG/Sintufrj distribui bolas de gás à população. Foto: Renan Silva

Mais de mil bolas de gás coloridas tomaram conta dos jardins e da fachada do Museu Nacional e se agitaram nas mãos das crianças, no sábado, dia 11, em uma manifestação organizada pelo Comando Local de Greve (CLG)/Sintufrj. Além da atividade volta às crianças, pais e frequentadores do local foram informados pelos funcionários da UFRJ sobre os motivos da greve, que teve início no dia 29 de maio.

Centenas de cópias do panfleto expondo a importância científica e cultural das pesquisas, cursos de pós-graduação e trabalhos de extensão realizados pelo Museu Nacional, e que podem ser suspensos por falta de recursos, foram distribuídos pelos manifestantes aos jovens e adultos na Quinta da Boa Vista.


Veja a matéria completa na edição 1226 do Jornal do Sintufrj. 

Sintufrj vai à Brasília e ato reúne caravaneiros de todo o país

Caraveiros do Sintufrj durante ato em Brasília. Foto: Renan Silva

Caraveiros do Sintufrj durante ato em Brasília. Foto: Renan Silva

Universidades federais de todo o país estão em maus lençóis. Após o corte de mais de R$ 9 bilhões da educação, a situação da permanência de atividades das Universidades Federais brasileiras é caótica. Com finalidade de pleitear uma melhoria na situação, cerca de 150 representantes do Sintufrj foram à Brasília para participar de uma grande passeata que reuniu lideranças sindicais de todo Brasil. Sob organização da Federação de Sindicatos de Trabalhadores Técnico-Administrativos em Instituições de Ensino Superior Públicas do Brasil (FASUBRA). Ao todo, cerca de 3 mil pessoas participaram das atividades.

Procurando lutar pelo direito de uma educação superior pública e de qualidade, além de reajustes salariais, os caravaneiros do Sintufrj se uniram à companheiros de outros sindicatos em uma marcha, na última terça-feira, 7, que partiu da Esplanada dos Ministérios e seguiu até à frente do Ministério da Educação.

Classes Integradas

Alunos e professores se uniram aos técnicos-administrativos e também participaram de todas as atividades propostas pela organização. Na UFRJ, os servidores entraram em greve no dia 29 de maio.

Reunião do Fórum dos Servidores Públicos Federais

Após a passeata até o Ministério da Educação (MEC), as lideranças do movimento se reuniram com o secretário de Relações de Trabalho do Ministério do Planejamento Orçamento e Gestão (MPOG), Sérgio Mendonça, para expor suas reivindicações e abrir negociação com o governo. Os servidores públicos federais não aceitam o reajuste de 21,03%, proposto pelo governo. Um novo encontro será marcado até o próximo dia 21.

Clique e veja a Galeria de Fotos dos caravaneiros do Sintufrj em Brasília

Reitoria da UFRJ amanhece fechada

Reitoria da UFRJ. Foto: Renan Silva

Reitoria da UFRJ. Foto: Sintufrj

A greve dos técnicos-administrativos em educação completou um mês no dia 28 (dia 29, na UFRJ). O movimento da categoria ganhou ainda mais força com a greve dos estudantes e dos professores. Tanto que o governo abriu negociação com o as entidades do funcionalismo federal, embora a contraproposta econômica seja inaceitável: reajuste de 21,3% parcelados em quatro anos.

Por conta dessa atitude do governo, a assembleia realizada no dia 30 de junho decidiu que é preciso radicalizar o movimento para mostrar que os trabalhadores não estão de brincadeira.

Seguindo orientação do Comando Nacional de Greve (CNG/Fasubra), na madrugada do dia 1º de julho a categoria fechou as entradas do prédio da Reitoria, no Fundão, e ninguém teve acesso ao prédio.

Por volta das 8h, teve início o ato público em frente a portaria principal da Reitoria. Os técnicos-administrativos entregaram panfletos explicando as razões da greve e convocando os que ainda não aderiram totalmente a greve para a luta.

Atos com a mesma finalidade se repetiram em outras universidades federais, como UNB, UFF e Unirio.

Greve na UFRJ completa 1 mês

Servidores da UFRJ durante ato de greve. Foto: Renan Silva

Servidores da UFRJ durante ato de greve. Foto: Renan Silva

A greve na Universidade Federal do Rio de Janeiro acaba de completar um mês nesta quinta-feira, 29. Os técnicos-administrativos, os alunos e os docentes da instituição estão parados com o objetivo de forçar um diálogo entre o Governo Federal e as categorias, com finalidade de rever os repasses financeiros realizados pelo Ministério da Educação, que devem se esgotar por completo em setembro de 2015, segundo Roberto Leher, reitor eleito da UFRJ.

Após aprovação em assembleia-geral com a categoria, a UFRJ se uniu a outras muitas universidades de todo o país que pedem diálogo entre o governo e à causa, com finalidade de atribuir um melhor desempenho das atividades das classes.

Pauta específica dos Técnico-Administrativos em Educação das Instituições Federais de Ensino

Reposição de Perdas e Aprimoramento da Carreira:

  • Índice de 27,3% no piso da tabela considerando as perdas de janeiro de 2011 a julho de 2016;
  • Pelo aprimoramento da Carreira com correção das distorções, levando em consideração a racionalização dos cargos, piso de três salários mínimos e step de 5%; reposicionamento dos aposentados e pensionistas, e concurso público via RJU para todos os níveis de classificação;
  • Pela não retirada de ganhos administrativos e judiciais da Categoria – pagamento imediato;
  • Reabertura de prazos para que os Técnico-Administrativos em Educação que ainda estejam no PUCRCE possam migrar para o PCCTAE;
  • Pela instituição da Ascensão Funcional;
  • Reconhecimento dos certificados de capacitação dos aposentados quando os mesmos se encontravam na ativa;
  • Aproveitamento de disciplinas de curso de graduação e pós-graduação para todas as classes do PCCTAE para fins de progressão por capacitação;
  • Reconhecimento de títulos de mestrado e doutorado obtidos fora do país.
  • Posicionamento hierárquico em padrão de vencimento equivalente na tabela quando do reingresso de servidor em outro cargo do PCCTAE.
  • Efetivação do Plano Nacional de Capacitação lançado em 2013;
  • Extensão, para os Técnico-Administrativos em Educação, do art. 30 da lei 12772/12, que trata de afastamento para realização de estudos de pós-graduação;

Pauta Geral dos Servidores Públicos Federais

  • Pela Revogação das Leis que criaram a EBSERH e a FUNPRESP;
  • Por uma politica salarial permanente com correção das distorções e reposição das perdas inflacionárias;
  • Índice linear de 27,3%;
  • Estabelecimento de Data-base em 1º de maio;
  • Pelo direito de negociação coletiva (convenção 151 OIT) e liberação de dirigentes para o exercício de mandato classista;
  • Pela paridade salarial entre ativos, aposentados e pensionistas;
  • Pela retirada dos projetos do Congresso Nacional que atacam os direitos dos trabalhadores;
  • Por isonomia salarial e de todos os benefícios entre os poderes;
  • Pela anulação da reforma da previdência de 2003, realizada por meio de compra de votos de parlamentares;
  • Pela extinção do fator previdenciário;
  • Pela incorporação de todas as gratificações produtivistas;
  • Pelo fim da terceirização que retira direito dos trabalhadores;
  • Pela imediata realização de concurso público pelo RJU.
    Fonte: Fasubra


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Passeata no Fundão provoca reflexos no trânsito das Linhas Vermelha e Amarela

Servidores da UFRJ durante ato. Foto: Renan Silva

Servidores da UFRJ durante ato. Foto: Renan Silva

Técnico-administrativos em educação e estudantes em greve da UFRJ realizaram passeata na manhã de terça-feira, 23, pelas ruas da Cidade Universitária. Os manifestantes saíram caminharam do Centro de Ciências Matemáticas e da Natureza (CCMN) até  o Centro de Pesquisas da Petrobras (Cenpes). A movimentação dos trabalhadores e alunos da graduação e pós-graduação provou engarrafamento nas Linhas Vermelha e Amarela, que tem saídas para o campus do Fundão.

O objetivo da passeata foi reafirmar para o governo que os funcionários da UFRJ não irão realizar a matrícula presencial dos estudantes selecionados pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu). Mais cedo, salas das Secretarias Acadêmicas e da Divisão de Registro Estudantil (DRE) ,onde são recebidos os documentos para o Sisu, foram lacradas pelo Comando Local de Greve/Sintufrj .

Assembleia

A passeata foi realizada após assembléia dos técnicos-administrativos em educação no auditório do Centro de Tecnologia, que aprovou a continuidade da greve e o calendário de atividades do CLG/Sintufrj. Os presentes na assembleia também protestaram contra a precarização da universidade, os cortes de verbas para a Educação e reivindicaram salários justo.  A greve nacional da categoria alcançou todas as universidades filiadas à Fasubra, isto é, 65 instituições.

Durante a passeata os participantes  repetiram palavras de ordem e denunciaram as obras inacabadas no campus devido ao corte de verbas pelo governo federal. São vários os esqueletos que compõem a paisagem no Fundão.

Inspirados nas palavras de ordem dos estudantes os trabalhadores improvisaram: “Funcionário de luta qual é sua missão?/ Aumentar salário e defender a educação/ Servidor de luta o que é que você faz?/ Greve geral em toda federal!”.  E em referência ao Sisu mandaram seu recado para a presidenta Dilma Rousseff: “Oh! Dilma. Não vai ter Sisu.”

Os funcionários comemoraram também a entrada dos professores na greve das universidades federais e com isso os três segmentos da UFRJ encontram-se desde 23 de junho com suas atividades paralisadas.


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Docentes se unem aos técnicos-administrativos e aprovam greve

Docentes da UFRJ aprovam greve. Foto: Samuel Tosta/Divulgação

Docentes da UFRJ aprovam greve. Foto: Samuel Tosta/Divulgação

É oficial. Os professores da Universidade Federal do Rio de Janeiro aprovaram o início da greve em assembleia geral nesta sexta-feira, 19. A paralisação terá início na próxima terça-feira, 23.

Durante a assembleia convocada pela Adufrj SSind, que contou com a presença de professores filiados ou não ao sindicato, foi aprovado o início da greve com 193 a favor e 167 votos contrários à paralisação. Agora os professores da UFRJ vão se unir aos servidores técnico-admnistrativos da instituição, em greve desde o dia 29 de maio. Os estudantes da entidade também aderiram à greve.


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