XXII Confasubra: congresso inicia com pedidos de greve unificadaa

Primeiro dia do XXII Confasubra. Foto: Francisco de Assis

Primeiro dia do XXII Confasubra. Foto: Francisco de Assis

O XXII Congresso da Federação de Sindicatos dos Trabalhadores nas Instituições Federais de Ensino (Confasubra), iniciou oficialmente na manhã desta terça-feira, 5, em Poços de Caldas, Minas Gerais. Marcado para ter início na segunda-feira, 4, o atraso ocorreu devido a problemas no credenciamento das delegações que compareceram ao evento. No total, entre delegados, convidados e populares, a organização estima a presença de 1.200 pessoas.

O primeiro dia de mesas de discussão, foi marcado por uma grande defesa de uma greve unificada, que serviria como resposta dos trabalhadores aos ajustes realizados fiscais realizados pelo governo, como o Projeto de Lei 4.330, que prevê a regulamentação e liberação geral para privatizações para todos os cargos em empresas públicas e privadas, que resultaria na retirada de direitos dos trabalhadores.

Após a abertura oficial do evento, foram definidas, através de sorteio, a ordem de defesa para a análise de conjuntura da atual situação do país, um dos pontos mais importantes do congresso, que teve como debatedores Celso Carvalho, do Ressignificar/CUT;  João Paulo, do PCdoB/CTB;  Paulo Barela, da CSP/CONLUTAS;  Rogério Marzola, do Vamos à Luta/Intersindical;  Pedro Armengol, da CUT;  Leia Oliveira, da TRIBO/CUT; e João Batista Araújo (Babá), da Unidos pra Lutar/PSOL.

Repressão no Paraná

Os discursos de abertura do congresso também contemplaram o repúdio a ação da polícia militar paranaense que, na última quarta-feira, 29, atacou servidores estaduais da educação que marchavam de maneira pacífica pelo centro de Curitiba. A ação, determinada pelo governador Beto Richa (PSDB), provocou enorme choque em toda a classe trabalhadora devido a truculência empregada contra os professores.

A direção do Instituto de Filosofia e Ciências Sociais da Universidade Federal do Rio de Janeiro (IFCS) divulgou, em resposta ao ato, uma nota pública onde também se solidariza com a questão dos professores e critica a maneira rude a qual os militares empregaram na ação, transformando as imediações da Assembleia Legislativa do Paraná em uma verdadeira praça de guerra e que gerou, apenas na primeira hora de confronto, mais de 100 atendimentos de emergência.

Veja mais fotos: 

Este slideshow necessita de JavaScript.

Por Daniel Outlander.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s